quarta-feira, 7 de abril de 2021

Tentativa de conter geosmina fez Cedae jogar metais pesado no Guandu

 

Cerca de 190 toneladas de Phoslock, uma espécie de argila modificada que contém o lantânio, foram lançadas na lagoa. 


O tratamento usado pela empresa para supostamente combater a poluição do Rio Guandu não apenas não funcionou, como ainda lançou um novo poluente — o lantânio, um metal tóxico pesado — na água consumida por nove milhões de pessoas do Grande Rio, alertam cientistas.

Segundo dados da própria Cedae, 190 toneladas de Phoslock, uma espécie de argila modificada que contém o lantânio, foram lançadas na lagoa do Guandu desde janeiro do ano passado, quando ocorreu a primeira crise da geosmina. Ao todo, foram seis aplicações. A mais recente no último dia 23, quando 28 toneladas do produto foram pulverizadas por uma embarcação no corpo d’água.

O Phoslock é usado em rios quando há proliferação de cianobactérias. Essas, segundo a Cedae, seriam a origem da geosmina e do 2-mib, que mudaram o gosto e o cheiro da água. O lantânio, presente na fórmula da argila, se associa ao fósforo, encontrado em material orgânico e leva as impurezas para o fundo do mar.

Com isso, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), quer que a Cedae apresente, em até três dias, com clareza e objetividade, dados qualitativos sobre as reclamações de consumidores via ouvidorias que relatam a falta d’água e/ou a desconformidade dos seus padrões de potabilidade no Município do Rio, para compreender o período atual (até 05/04/2021), e desde a retomada da operação das bombas/elevatórias do Lameirão - ou seja, após 21/12/2020. Também foi determinada a apresentação de informações sobre o credenciamento e habilitação do laboratório utilizado pela Companhia que monitora "gosto" e "odor" da água.

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