quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Circo é interditado após fiscalização de vereadores em Queimados e caso vai parar na delegacia

Além de estar instalado dentro de um prédio público, o que é vedado pelo código de posturas local, parlamentares encontraram suposto desvio de energia e falta de alvará de funcionamento do empreendimento
No fim da tarde desta quarta-feira (3), após uma fiscalização realizada pela Comissão de Políticas Públicas da Câmara Municipal de Queimados, o Circo Babilônia foi interditado por fiscais concursados da prefeitura. O empreendimento, além de estar instalado dentro das dependências da Vila Olímpica da cidade, o que é vedado pelo código de posturas local, não possui alvará de funcionamento e também estaria furtando energia do prédio público do município. A Polícia Civil foi acionada e o caso foi parar na 55 DP. A instalação do circo em solo público foi autorizada pela Prefeitura de Queimados, mas sem qualquer documentação apresentada. A princípio seriam três finais de semana de espetáculos com cobrança de entrada, a partir da próxima quinta-feira (5). Em nota, o governo municipal se defendeu dizendo que não há legislação vigente que apresentasse impedimento da atividade do Circo Babilônia no espaço público. Porém, o código de posturas em seu artigo 165 veda a instalações de empreendimentos do tipo numa distância a 200 metros de prédios públicos. O Subsecretário de Esporte e Lazer, Marcelo Almeida foi levado pela polícia para prestar os esclarecimentos.
Quem também foi conduzido à 55ª DP foi o dono do Circo Babilônia, Alexander Braz, que afirmou que foi autorizado pelo Prefeito Glauco Kaiser a instalar o circo no local e que em contrapartida iria destinar ingressos para estudantes da rede pública do município. Porém, a Vila Olímpica de Queimados encontra-se com as atividades paralisadas por conta da pandemia de coronavírus e há um decreto em vigor que proíbe eventos com aglomerações na cidade.
O caso promete dar dor de cabeça ao prefeito Glauco Kaiser, caso seja configurado ato de improbidade administrativa. “Recebemos várias denúncias de que havia dentro da Vila Olímpica a instalação de um circo e nós viemos para ver onde o circo estava e ele está de fato totalmente dentro de um prédio público, o que é proibido. Ainda presenciamos outros fatos, não está havendo uma atividade sequer dentro da vila. O espaço está abandonado. Como terá aglomeração de pessoas dentro do circo? Para nossa surpresa, o circo não tem documentos para o seu funcionamento, não tem alvará de funcionamento liberado pela prefeitura e parece que há desvio de energia do relógio da Vila Olímpica”, destacou o vice-presidente da Câmara de Vereadores, Antônio Chrispe, o Tuninho Vira Virou. Além dele, outros sete parlamentares estiveram presentes na fiscalização.

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