quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Sem aumento real: reajuste do salário mínimo fica abaixo da inflação


Valor atual compraria cerca de 1,58 cestas básicas, que custam, em média, R$ 696,70. 


O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro confirmou no final de 2020, um reajuste no salário mínimo, que desde janeiro, passou a valer R$ 1.100. Porém, o aumento não foi tão real assim. 

Em 2021, o salário terá, como já havia acontecido no ano passado, um menor poder de compra em relação aos produtos da cesta básica, onde com o valor do salário mínimo atual, seria possível a compra de cerca de 1,58 cestas básicas, que custam, em média, R$ 696,70. 

A nível de comparação, de 2010 a 2019, esse indicador ficou sempre acima de duas cestas, com exceção de 2016, quando diminuiu para 193.

Vale destacar que a cesta básica é composta por 13 itens alimentícios e é base para o cálculo do valor do salário mínimo necessário para a sobrevivência de um trabalhador e de sua família.

Dados divulgados pelo IBGE nesta terça-feira mostram que a inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou 2020 com alta de 4,52%, acima do centro da meta para o ano, que era de 4%, enquanto os preços dos alimentos acumularam aumento de 14,09% no ano. Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) utilizado para reajustar o mínimo fechou com alta de 5,45%. O reajuste aplicado ao mínimo pelo Governo foi menor, de 5,26%. Em outras palavras: o reajuste do salário mínimo anunciado para 2021 não cobre a alta da inflação. O mesmo ocorreu no ano passado, quando inicialmente o reajuste para 2020 também não acompanhou a alta dos preços. Entretanto, após a divulgação dos dados pelo IBGE na ocasião, o Governo determinou uma nova correção.

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