quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Robinho em condenado em segunda instância por abuso sexual na Itália



A corte de apelação da Justiça italiana manteve  a condenação em segunda instância de Robinho, acusado de estupro por uma albanesa, em crime que teria acontecido na madrugada do dia 23 de janeiro de 2013. 

Representado pelos advogados italianos Alexander Guttieres e Franco Moretti, além da advogada brasileira Marisa Alijia, que proibiu os advogados italianos de falar com a imprensa brasileira, apresentaram um recurso de 65 páginas, 19 anexos e 4 consultorias técnicas diversas, em que tentavam desmontar a sentença que condenou Robinho em primeira instância. 

Moretti disse que não existem provas de que a vítima estava em condição de inferioridade psíquica e física. Para a defesa de Robinho, é impossível provar que, entre 30 e 50 minutos, seis pessoas cometeram um ato sexual sem o consentimento da garota. Eles apelaram também para o fato de que traduções de conversas interceptadas pela polícia - as principais provas reunidas nos autos, teriam sido feitas de modo incorreto. Para a defesa, a transcrição das interceptações não prova que Robinho tenha tido relação sexual completa com vítima, mas "somente" oral.

Já o Ministério Público italiano acredita que as investigações foram feitas de maneira seria e saíram satisfeitos com a sentença: "Foi Uma investigação bem feita, de modo sério, com uma sentença de primeiro grau correta. Profissionalmente, estou muito satisfeito, principalmente pela vítima", disse Cuno Tarfusser, procurador do Ministério Público que atuou no caso em segunda instância.

A defesa do jogador saiu cabisbaixa da audiência e afirmou que entrará com pedido de recurso na Corte de Cassação, terceira instância italiana.

Além de Robinho, a corte também manteve a condenação de Eduardo Falco, amigo do jogador e que teria participado do crime. 

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