segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Milícia de Queimados sequestrou e executou chefe do tráfico de comunidade da Zona Sul, afirma polícia

 


Segundo investigações da DAS (Delegacia Antisequestro, um grupo de milicianos que atua na cidade de Queimados na Baixada Fluminense foram os responsáveis pelo sequestro e execução de Márcio de Oliveira Caroba da Silva, o Larraia, de 42 anos, apontado como chefe do tráfico do Morro Azul, no Flamengo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. 

De acordo com os agentes, Larraia teria sido sequestrado quando esteve em Queimados, fazendo uma visita a familiares, em junho deste ano. Ele teria sido rendido quando trafegava pela Estrada dos Caramujos, no bairro Belmonte, às 11h do dia 30. 

Ainda de acordo com a polícia, antes de Larraia ser executado, os milicianos chegaram a negociar o pagamento de um possível resgate com uma irmã dele que mora na Suíça. Porém, o traficante teria sido executado, mas seu corpo não foi encontrado até hoje. 

Segundo testemunhas ouvidas pela polícia, Larraia teria passado por três cativeiros — em sítios em Queimados, Nova Iguaçu e Japeri — antes de ser morto, na madrugada de 4 de julho.

Parentes denunciaram o sequestro na DAS no dia 2 de julho. No entanto, os agentes que investigavam o crime só descobriram o vínculo de Larraia com o tráfico graças ao depoimento de um ex-comparsa dele, que compareceu à DAS e revelou que Larraia comandava o tráfico de drogas no Morro Azul. Como na ocasião, não existia mandado de prisão contra Cherú, ele negou ligação com o crime e afirmou ter ouvido que Larraia havia sido sequestrado por milicianos. 

Ainda de acordo om depoimento de um parente, o traficante teria dito à família, numa ligação telefônica feita para solicitar o pagamento do resgate, “que estava com ‘os polícia’ e que ‘os polícia’ haviam pego ele”. Após a captura de Larraia, os milicianos enviaram fotos do traficante para parentes para comprovar que estavam com ele. 

Em sua decisão, o juiz Luis Gustavo Vasques, da Vara Criminal de Queimados, escreveu que a prisão dos acusados é necessária “pelo modus operandi desenvolvido, revelador de periculosidade dos agentes, a pôr em risco a sociedade, considerando que a prática dos crimes extremamente graves resultou na morte da vítima”.

Fonte: O Globo 






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