sexta-feira, 28 de agosto de 2020

PGR pede prisão de Wilson Witzel, mas STJ determina o afastamento do governador

 


A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a prisão preventiva do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, apontando a existência de graves crimes envolvendo o político. 

O ministro Benedito Gonçalves, no entanto, autorizou apenas o afastamento de Witzel por 180 dias e determinou medidas cautelares, como a proibição de manter contato com investigados e de ingressas nas dependências do governo do estado. 

No pedido de prisão, a PGR argumentou que as condutas de Witzel seriam "totalmente incompatíveis com o comportamento exigível de um agente político no exercício de um cargo de tamanha relevância na democracia, principalmente em situações de extremo sofrimento para a sociedade como a pandemia da Covid-19"

Ainda de acordo com o texto, "Nem mesmo o caos social gerado pelo referido vírus foi suficiente para fazer cessar a ânsia criminosa do governador e da organização criminosa por ele liderada".

Ainda segundo a PGR, Witzel montou uma organização criminosa no governo do estado, que seria semelhante ao esquema de corrupção dos seus antecessiores Sergio Cabral e Luiz Fernando Pezão, que também foram alvos de prisão pela Lava-Jato.

O Ministro Benedito argumentou no entanto que o afastamento do governador seria suficiente para interromper a atividade criminosa e por isso não autorizou a prisão. "Observo que é razoável apenas o afastamento cautelar do exercício da função pública (...), em detrimento da prisão preventiva, pois, em relação a ele, as supostas atividades de corrupção e lavagem de dinheiro por meio de pagamentos ao escritório de advocacia da primeira-dama devem cessar com o alheamento do exercício da função de chefe máximo do Poder Executivo estadual", escreveu o ministro.

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