terça-feira, 18 de agosto de 2020

Funcionários dos Correios entram em greve por tempo indeterminado

Funcionários dos Correios de todo Brasil iniciaram desde as 22h da última segunda-feira (17) uma greve por tempo indeterminado. Entre as reivindicações,  estão a luta contra a privatização da empresa e a negligência da saúde dos trabalhadores em meio a pandemia do novo Coronavírus (Covid-19). 

Cerca de 100 mil funcionários da estatal em todo país aderiram ao movimento, que briga também pelo reajuste salarial da categoria. 

De acordo com a empresa, é impossível atender as reinvidicações dos funcionários, que se atendidas custariam algo na casa dos R$1 bilhão aos cofres dos Correios. O que ainda de acordo com a empresa seria 10 vezes maior que o lucro obtido em todo ano de 2019. 

Desde o dia 1° de abril deste ano que funcionários vem tentando buscar uma conversa com a empresa, que se nega a negociar, alegando que o atual acordo coletiva estaria em vigência até 2021. 

Além das reinvidicações na melhoria do trabalho, os servidores questionam também a retirada de cerca de 70 cláusulas dos direitos como: 30% do adicional de risco, vale alimentação, licença maternidade de 180 dias e auxílio creche, entre outros. 

Os Correios afirmam que adotaram “medidas de contenção” para economizar R$ 600 milhões no ano, para “zelar pelo reequilíbrio do caixa financeiro da empresa”.

Em nota a empresa afirma que está repensando a “concessão de benefícios que extrapolem a prática de mercado e a legislação vigente”.

A greve dos trabalhadores deve durar até que os Correios apresentem uma proposta que seja aprovada em assembleias da categoria.

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