sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Doce no trem pode não ter sido a causa da morte da menina Lorrana


A morte da menina Lorrana Madalena, de 14 anos virou um verdadeiro caso de polícia. A jovem veio a óbito na madrugada da última quarta-feira (23), após passar mal e sofrer três paradas cardíacas.

A princípio, um pirulito, recebido de uma mulher desconhecida dentro do trem, quando Lorrane voltava do curso teria sido a causa da morte, porém, a polícia já trabalha com outras possibilidades.

Uma delas é um lanche que a menina comeu poucas horas antes de morrer, na barraquinha da família. Policias da 64°DP (São João de Meriti) estiveram no local para ver se houve algum tipo de procedimento irregular na produção do lanche, que possa ter culminado com o envenenamento de Lorrane.

Há também outras possibilidades, uma vez que a polícia descobriu que a jovem tomou também alguns remédios e chá fitoterápico, antes de começar a passar mal.

Ainda de acordo com a polícia, é pouco provável que a menina tenha sido envenenada por uma bala, como explicou o perito legista aposentado Levi Inimá de Miranda:

Se a pessoa tivesse colocado uma grande quantidade de veneno na bala o sabor do alimento seria modificado e a jovem teria sentido a diferença — explicou o especialista.

Ainda de acordo com Miranda, existem maneiras de pessoas serem envenenadas sem sentirem, mas isso levaria um tempo. Uma pequena dose de um determinado veneno não seria suficiente para a morte. Entretanto, se fosse veneno de rato ou radioativo, a menina morreria em poucos minutos. Perguntado se um veneno para rato poderia levar até sete horas para fazer efeito, Miranda é categórico:

— É pouco provável. Ele é instantâneo. Caso houvesse chumbinho na bala, a vítima morreria em minutos.

De acordo com a Polícia Civil, o exame de toxicologia feito em Lorrana poderá apresentar resultado positivo ou negativo. Isso porque que a adolescente foi medicada duas vezes e passou por um procedimento de lavagem estomacal. Esse último poderá alterar o resultado. Os investigadores já sabem que Lorrana tomou dipirona e um chá fitoterápico.


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