segunda-feira, 8 de julho de 2019

Família de Queimados processa Light por cobrança indevida de energia

Foto: Arquivo Pessoal


Mais uma família sofre com os serviços prestados pela Light. Erlon de Souza, gerente comercial e morador de Queimados, teve de recorrer à justiça por conta de cobranças de energias irregulares na Igreja Chaves do Reino, localizada também na cidade de Queimados. 
De acordo com Erlon, a conta de energia da Igreja era na média de R$250 a R$300 reais por mês. Até que ainda de acordo com o morador, em novembro de 2018, a empresa emitiu uma conta no valor de R$900, e mesmo discordando do valor, o gerente comercial realizou o pagamento. Ao questionar o valor recebeu como resposta da empresa que o valor era referente a uma cobrança que não haviam feito a marcação correta alguns meses atrás. 
Contudo, em maio deste ano, outra surpresa: Erlon recebeu uma fatura em branco, ao entrar em contato com a empresa recebeu outra justificativa de erro técnico, mas que fariam uma análise no relógio para averiguar a situação. Na sequência, mandaram tal conta no valor de R$2660,13, alegando que a medição fora feita por estimativa, porque o proprietário os impedira de marcar o relógio, sendo que o relógio fica na rua, pois o imóvel e utilizado apenas três dias por semana, cerca de duas horas por dia de uso. 
Se já não bastasse os problemas com a empresa, Erlon foi surpreendido na última sexta-feira (5) com funcionários da empresa indo até o endereço da Igreja acompanhados de policiais militares para realizarem o corte da energia. Fazendo com que dessa forma, Erlon procurasse seus direitos na justiça. 
Os problemas com a Light não são de exclusividade para Erlon. De acordo com levantamento feito pela redação da Revista Queimados, a Light está entre as empresas mais processadas do estado. De acordo com números disponibilizados pelo TJ/RJ, a empresa conta com cerca de 16,9 mil processos já registrados contra ela somente nos seis primeiros meses de 2019, com a maioria deles referentes a multas aplicadas pela concessionária por supostos "gatos" (furtos de energia e adulteração dos medidores).
Diante de inúmeras reclamações contra a empresa, o ex prefeito de Queimados e atual Deputado Estadual, Max Lemos é relator de uma CPI na Alerj contra a empresa que têm mais de 100 mil processos tramitando contra a fornecedora de energia. 
Os problemas não são de exclusividade da Light, empresas do mesmo ramo, a Energisa, que atende Nova Friburgo e Sumidouro e a Enel, responsável pelo fornecimento em 66 municípios, também figuram no topo do ranking das empresas campeãs de processos no TJ/RJ, com quase 7 mil ações ajuizadas nos três primeiros meses deste ano.  

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