quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

“A maternidade será o maior legado do próximo ano”

“A maternidade será o maior legado do próximo ano”

 

Prestes a completar dois anos de gestão, o prefeito Carlos Vilela já faz planos para a virada de ano. Segundo ele, a obra da antiga Maternidade Bom Pastor, que era uma unidade particular conveniada ao SUS, está 90% concluída e muito perto de ser entregue. O prefeito também está na expectativa de concluir, em 2019, o tão esperado prédio próprio da prefeitura e outras unidades básicas de saúde. Nesta entrevista concedida com exclusividade à RQ, ele destaca os principais avanços obtidos no período em que está à frente da prefeitura e aponta soluções para o futuro.

RQ: Qual a avaliação que o senhor faz dos dois anos de gestão?


Vilela: Assumi a prefeitura num dos piores momentos da economia do país. Várias cidades estavam atrasando salários e sequer conseguiam pagar o funcionalismo público e manter os serviços essenciais em dia. Nós optamos nesse primeiro momento para manter nossas contas em dia para atravessar a crise sem maiores problemas. Mesmo com todas as dificuldades, conseguimos realizar também investimentos importantes. Entregamos quase mil unidades habitacionais, asfaltamos diversas ruas, reformamos escolas. Para se ter uma ideia só nos últimos dois anos, cinco clínicas da família foram inauguradas nos bairros: Nossa Senhora da Conceição, Valdariosa, Vila Central, Belmonte e Paraíso. O bairro Fanchem ganhou um Centro de Especialidades Médicas e Clínica da Mulher e a tão sonhada maternidade pública está bem perto de ser entregue à população. Será o maior legado do governo para o próximo ano. Também estamos com uma clínica da família pronta para ser entregue no bairro Campo da Banha e vamos implantar um centro de ortopedia na Pedreira.

RQ: Por falar em maternidade, por que a obra demorou mais tempo que o previsto para ser entregue?

Vilela: A maternidade era particular. A prefeitura, na antiga gestão, resolveu desapropriar e torna-la pública, uma vez que os antigos donos não conseguiam mais arcar com os custos da tabela SUS. Isso gerou um processo judicial que durou alguns anos. Começou a obra e os engenheiros identificaram que era preciso fazer reforço estrutural porque o prédio é muito antigo. Mas a obra está quase concluída. A maternidade terá 42 leitos de internação, dois centros cirúrgicos – um para parto, outro para cirurgias eletivas –, diversas enfermarias e atende todas as normas de acessibilidade, como por exemplo: rampa de acesso e elevador nos três pavimentos. A capacidade total será de 500 partos por mês. Outra obra muito importante será a do prédio próprio da prefeitura para abrigar toda a nossa estrutura administrativa. Vamos gerar uma economia de quase R$ 1 milhão de aluguel por ano. Já estamos tomando todas as medidas para retomá-la o quanto antes.
RQ: Quais são os principais desafios para o futuro?


Vilela: Queimados, apesar de todo o crescimento econômico dos últimos anos com a chegada de dezenas de fábricas e o fortalecimento do comércio local com a chegada de grandes lojas, ainda é um município que depende e muito dos investimentos externos do governo federal e do governo do estado. Vamos continuar com a receita que tem dado certo, fazer projeto e ir à luta para obter os recursos necessários. Temos muitas ruas ainda a serem pavimentadas, rios que precisam ser canalizados, precisamos continuar atraindo indústrias para gerar novos empregos. Mas sem dúvidas o grande desafio é a questão da segurança pública. Precisamos que o novo governador olhe com mais atenção para Queimados e para a Baixada Fluminense. Não é justo, por exemplo, que o 24º BPM, que cobre Queimados, Japeri, Seropédica, Paracambi e Itaguaí tenha 20 vezes menos policiais que o batalhão que cobre Ipanema e Leblon. Precisamos de uma distribuição mais justa do efetivo. Continuaremos sendo parceiros da polícia. Nossa guarda municipal já está atuante, pagamos policiais militares em horas de folga para fazer ronda pela cidade, construímos uma companhia destacada para a polícia lá na Pedreira, reformamos cabinas, entre outras ações. A questão da segurança pública tem que ser prioridade máxima do próximo governador. Tem que acabar com essa discriminação que sofre a nossa região.

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