sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Deputados presos receberam 1.337 votos em Queimados nas últimas eleições

Redação - A troca dos confortáveis assentos da Assembleia Legislativa do Rio pela sela da Delegacia da Polícia Federal. Dez deputados estaduais (sete reeleitos este ano) foram presos preventivamente e são alvos de investigação da força-tarefa da Lava-Jato no estado. A prisão foi expedida pelo Tribunal Regional Federal e apura um esquema que envolve cerca de 54 milhões de reais. Além dos já encarcerados Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, foram levados à cadeia, nesta quinta (8), André Correia (DEM), Marcos Abrahão (AVANTE), Luiz Martins (PDT), Coronel Jairo (SOLIDARIEDADE), Marcus Vinícius Neskau (PTB), Chiquinho da Mangueira (PSC) e Marcelo Simão (PP). Nas últimas eleições, todos os envolvidos obtiveram juntos 1.337 votos em Queimados.

Segundo a Lava Jato, "a organização criminosa chefiada por Cabral" pagava propina mensal ("mensalinho") a deputados estaduais em troca de apoio. O ex-governador está preso desde 2016. Também foram levados para a cadeia Affonso Monnerat, secretário de Governo de Luiz Fernando Pezão, e Leonardo Jacob, presidente do DETRAN.

Entre os presos, o candidato que mais ganhou votos em Queimados foi Luiz Martins, do PDT. 821 queimadenses confiaram o voto no deputado que se reelegeu para o quarto mandato. Marcus Vinícius Neskau recebeu 299 votos da população da cidade. Os outros cinco envolvidos tiveram menos votos:  Marcelo Simão (67), André Corrêa ( 52), Chiquinho da Mangueira  (52)Marcos Abrahão (27) e Coronel Jairo (19). 

O esquema de compra e venda de votos na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) movimentou ao menos R$ 54 milhões, segundo informou o superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Ricardo Saadi. A declaração foi dada em entrevista coletiva nesta quinta-feira (8), após a deflagração da Operação Furna da Onça, que investiga o que o Ministério Público Federal chama de "mensalinho" da Alerj. Os valores chegavam a R$ 900 mil.

A investida cumpriu todos os 22 mandados de prisão – três alvos já estavam presos desde o fim de 2017, quando da Operação Cadeia Velha. 

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