quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Não é tão raro: Só no ano passado, 42 casos de estupro foram registrados em Queimados

Instituto revela que, na média, quatro vítimas de violência sexual são registradas por mês

Resultado de imagem para estupro

Leandro Machado, Rio - O caso da jovem queimadense estuprada dentro de casa tomou repercussão nacional e comoveu milhares de pessoas por todo o Brasil. A moça de 22 anos foi violentada em um bairro da periferia de Queimados, na Baixada Fluminense, na madrugada da véspera de reiveilón (Reveja a matéria clicando aqui). Notícias como esta chocam a sociedade, pois não estamos acostumados com tamanha barbárie. Mas se os números comprovassem que a violência sexual não é tão rara como parece? Segundo levantamento do ISP (Instituto de Segurança Pública- RJ), de janeiro a novembro do ano passado, 42 pessoas foram vítimas de estupros só em Queimados, na Baixada. Na média, isso significa que quase 4 mulheres são vítimas deste crime brutal todos os meses no município. 

Segundo os dados divulgados pelo ISP, os casos de estupros em comparação ao penúltimo mês de 2015, em novembro deste ano cresceram assustadores 300%. Mas este número pode ser maior. Não são raros os casos de mulheres que sofrem abusos e não denunciam. Sofrem caladas por medo de represália e julgamento da sociedade. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o estupro é o crime que  tem a maior taxa de subnotificação do mundo - ou seja, muitas mulheres não registraram. Por isso, estima-se que no Brasil, na verdade, o total de casos pode ser dez vezes maior.

No Brasil, uma mulher é violentada a cada 11 minutos

Se fizermos uma análise a nível nacional, os índices são mais assustadores. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgou dados que apontam que uma mulher é estuprada a cada 11 minutos no Brasil. Só em 2015 foram registrados mais de 45 mil casos em todo o país.  

A superação pessoal conta muito, mas para a socióloga Joluzia Batista, a forma de combater a violência sexual contra mulher tem que ser revista pela lei e pela educação. “A prioridade mesmo é enfrentar isso de uma forma integral, ou seja, precisa ter criminalização, aumento da pena. Porém, é também um processo educativo, nós temos que falar sobre o enfrentamento a cultura sexista do Brasil, reforça. 

Saiba tudo que acontece em Queimados no maior veículo de comunicação da cidade. Acesse nossa página oficial no Facebook e faça parte da nossa família. Clique aqui: https://www.facebook.com/RevistaQueimadosOficial/

Nenhum comentário:

Postar um comentário

A Revista Queimados é o maior veículo de comunicação da cidade!!!