quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Finados com os cemitérios cheios em Queimados

Cerca de 10 mil pessoas visitaram os cemitérios do Centro e do Vale da Saudade para prestarem homenagens aos falecidos. Teve missa e até serviços gratuitos de saúde

Visitantes acenderam velas para homenagear falecidos
Felipe Carvalho - Rio. O feriado de Finados foi marcado por missas, homenagens e até serviços gratuitos de saúde em Queimados, na Baixada Fluminense. Revitalizados recentemente pela prefeitura, os dois cemitérios do município: o do Centro e o Vale da Saudade, no bairro Vila São Francisco, receberam cerca de 10 mil visitantes. Durante a semana, os locais passaram por um mutirão de limpeza realizado pela secretaria de Conservação e Serviços Públicos, que incluíram capina, raspagem, limpeza e pintura. Tudo para acomodar melhor o público, que aproveitou a data para visitar os túmulos dos seus entes queridos falecidos.

Missa realizada pela paróquia de São Francisco, no Centro
Pela manhã, as Paróquias de São Francisco de Assis e Nossa Senhora de Fátima realizaram as tradicionais missas de finados, em memória aos fiéis falecidos, nos cemitérios do Centro e Vale da Saudade, respectivamente. O tradicional hábito de acender velas ao redor do cruzeiro do cemitério do centro foi mantido.

Missa realizada pela paróquia de Fátima, no Vale da Saudade
Quem foi até esses locais, teve a oportunidade também de colocar a saúde em dia. Em parceria com a prefeitura local, a Rede de Funerárias Envida Rio ofereceu gratuitamente exames de aferição de pressão e verificação de glicose à população. “Estamos com cerca de 120 colaboradores distribuídos em cemitérios aqui da Baixada, no Sul do Estado e também na Região Serrana. Só em Queimados, esperamos cerca de 5 mil atendimentos”, revelou o empresário Adriano Castilho, proprietário da Envida Rio.

Envida Rio ofereceu exames de saúde grauitos
O casal de aposentados Enock Marques, 66 e Engracia Maria de Lima, 66, é um dos que sempre frequentam o cemitério do centro no dia de Finados, mesmo residindo no Guarujá, em São Paulo. “Aproveitamos o feriado para visitar a nossa família que mora no bairro Vila Americana aqui em Queimados. Não podemos deixar de vim rezar pelas almas dos nossos parentes falecidos, já virou tradição”, disse Enock, que aproveitou a visita ao local para verificar a glicose ao lado da esposa.

Conforto e comodidade para os visitantes

Existente desde a época de D. Pedro I, no período Imperial, o cemitério do centro foi totalmente revitalizado pela prefeitura. A melhoria nos acessos, a recuperação da via central do local, a criação de uma via lateral rampeada para os deficientes físicos, a reforma e construção de sepulturas, a criação de 1000 vagas para nichos e a climatização das capelas estão entre as melhorias. 

Acima, o diretor do cemitério do Centro, Marcelo Reis. Abaixo,
casal visita túmulo em local que conta com rampa de acesso
“Vamos investir cada vez mais em acessibilidade. Estamos reutilizando placas de sepulturas que iam para o lixo para fazer os meios-fios das novas vias que pretendemos fazer para facilitar a locomoção dos visitantes”, adiantou o administrador, Marcelo Reis. Segundo ele, o cemitério tem cerca de 14 mil sepultamentos registrados, “todos estão digitalizados”, afirma.
Cemitério Vale da Saudade foi arborizado e conta com moderno
sistema de tecnologia

Já o cemitério Vale da Saudade, inaugurado há 19 anos, tem cerca de 8 mil sepulturas registradas e uma dimensão 11 vezes maior do que o cemitério central. O espaço é equipado com três capelas climatizadas e dois carrinhos elétricos, um que carrega passageiros com dificuldade de locomoção e outro que carrega o caixão. Para arborizar e refrescar o ambiente, a prefeitura plantou mais de 2 mil espécies de árvores, entre elas palmeiras imperiais e frutíferas. “Mas o maior legado sem dúvidas foi a criação do nosso sistema de informatização. Todas as guias e sepulturas são digitalizadas”, destacou o administrador Leandro Telles.


Quem precisou utilizar o sistema, foi o morador do Fanchem, Luciano Ferreira, de 39 anos. Ele conseguiu localizar em poucos minutos o túmulo onde foi enterrada a mãe há pouco mais de um ano. “É uma facilidade para as famílias, principalmente num dia difícil como esse. Ameniza o nosso sofrimento. Antes, tinha que procurar no livro ou no arquivo, tudo era muito demorado”, concluiu.

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