terça-feira, 7 de junho de 2016

Queimados vive a "maldição do Nivaldão" na Série B

Não ter um estádio próprio para mandar suas partidas este ano não é exclusividade dos gigantes Flamengo, Fluminense e Botafogo. Com o Maracanã e o Engenhão fechados para as Olimpíadas, os tradicionais clubes sofrem com as viagens para o interior e outros estados. Mas este problema também assola os pequenos clubes. Com a interdição do estádio Júlio Kengen para competições oficiais, o Queimados Futebol Clube, disputa suas partidas desde 2011, no Nivaldo Pereira, em Nova Iguaçu, casa do Artsul. Além de estar liberado para público apenas este ano, o Nivaldão não tem dado sorte ao dragão. Além do pouco público, nos jogos com o mando de campo do alvinegro queimadense os três pontos para os mandantes têm sido cada mais raros.

Só este ano, o Queimados disputou sete jogos em casa e apenas o 10° lugar na classificação geral da “segundona” mostra que os resultados não foram animadores. Dos 21 pontos disputados (sete jogos), os mandantes conquistaram apenas oito (2 vitórias e 2 empates). Um aproveitamento de apenas 38% dos pontos conquistados. A última vitória dos queimadenses em casa foi no dia 7 de abril nos 2 a 0 contra o Duque de Caxias. Nesta terça, completam dois meses sem êxito em seus domínios. E a marca só pode ser quebrada no próximo dia 12 de junho, na última rodada contra o São Cristóvão.

E os maus resultados não vêm deste ano. Em 2015, dos sete jogos em casa, o alvinegro venceu apenas um (excluindo os três pontos ganhos contra o Mangaratibense por WO). Se somados os dois anos na Série B (2015-2016), são 14 jogos, com apenas três vitórias, sete empates e quatro derrotas, ou seja, o Queimados ganhou apenas 21% dos jogos.

Diferente da Série B, A sorte alvinegra no Nivaldão era bem mais presente no Nivaldão. Em 2013, ano do acesso com o terceiro lugar na competição sob o comando de Emerson Costa, foi quase imbatível em casa. Dos 24 pontos disputados sob seus domínios, o Queimados ganhou 18 e o aproveitamento foi alto: 75%. Nesta edição, como mandante,  foram oito jogos com seis vitórias e apenas duas derrotas todo campeonato. Em 2012, o acesso escapou por pouco. As derrotas em casa por 1 a 0 para o São Gonçalo E.C e de 2 a 1 para o São Pedro na segunda fase foram cruciais para a eliminação do alvinegro.

Somando os três anos na Série C, o Queimados ganhou quase 61% dos pontos disputados em casa. Nas duas edições na segundona, esse aproveitamento cai para apenas 38%. No total, o Queimados disputou 43 jogos no Nivaladão. Foram 19 vitórias, 12 empates e 12 derrotas. Isso é um aproveitamento de apenas 43% de vitórias.

Prejuízo também nos cofres do clube


Além do rendimento ruim, a pouca presença dos torcedores também é outro fator negativo. E a falta de apoio nas arquibancadas não é a única coisa de ruim, afinal, só com o borderô da Federação de Futebol do Rio, o Queimados já teve um prejuízo de quase 22 mil reais. Somando os sete jogos em casa, pouco mais de 1700 torcedores pagaram ingresso para ver o alvinegro em campo. O jogo com maior público no empate com o Barra Mansa em 1 a 1 quando 362 pessoas foram à partida. 

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