quarta-feira, 8 de junho de 2016

Clínicas de Hemodiálise oferecem 150 vagas para o tratamento gratuito de doentes renais crônicos


Exibindo Tatiana, deficiente visual 2.jpgDuas agulhas espetam o braço. O sangue pulsa por longos e finos tubos sintéticos. Pelo menos três vezes por semana, a máquina substitui os rins que não funcionam mais. Essa é a rotina da deficiente visual, Tatiane Ferreira, 23, que realiza tratamento de hemodiálise para manter acesa a chama da vida. No entanto, nem todos os doentes renais crônicos têm a mesma sorte que ela, ainda mais após a crise que se alastrou sobre a saúde em todo o Estado do Rio. A busca pelo tratamento está cada vez mais difícil. Em Queimados, na Baixada Fluminense, porém, a realidade é diferente: O município possui duas unidades conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) que, juntas, atendem a quase 300 pacientes e ainda sobram cerca de 150 vagas.

Há cinco anos, porém, o cenário era bem diferente do atual.  Os pacientes tinham que se locomover até outros municípios e encarar trânsito, engarrafamento e transporte público lotado. Tatiane é um bom exemplo disso. Desde quando começou a fazer hemodiálise, há 10 anos, e mesmo após o transplante do rim doado pela mãe cinco anos depois, ela precisou muitas vezes se deslocar da Baixada Fluminense, onde mora, até Bonsucesso, na Zona Norte do Rio. “Desde 2011, quando iniciei o tratamento em Queimados, passei a ter mais comodidade, conforto e um transporte gratuito de ida e volta para casa. O sofrimento é bem menor e dá mais forças de seguir em frente”, diz.

As clínicas de hemodiálise funcionam em parceria com a prefeitura, responsável em arcar com o custo do transporte dos pacientes com dificuldades de locomoção.  O Instituto Nefrológico de Queimados (INQUE), na Vila Pacaembu, atende a 180 pacientes por mês e tem 30 vagas disponíveis. Já no Centro Nefrológico de Queimados (NEFRO), no Centro, são 72 pessoas atendidas e sobram 122 vagas. Ambas funcionam em três turnos, das 6h às 21h. “Tínhamos 26 carros velhos que transportavam os pacientes para tudo quanto é canto do Rio, até que teve um dia que um veículo quebrou no meio da Avenida Brasil. Essa situação me tocou e fomos atrás de parcerias. É diferente do que tomar um remédio pra gripe. A gripe passa, mas as pessoas precisam da máquina de hemodiálise para não morrer. Hoje, 100% dos nossos doentes renais tratam na cidade”, ressaltou.

De acordo com a enfermeira responsável técnica do INQUE, Bruna Lopes, geralmente, é o setor de regulação do Estado que encaminha os pacientes. “O procedimento é necessário quando a pessoa perde as funções renais. Na hemodiálise, uma máquina limpa e filtra o sangue, parte do trabalho que o rim doente não pode fazer. O procedimento libera o corpo dos resíduos prejudiciais à saúde, como o excesso de sal e de líquidos. O tempo varia de acordo com o estado clínico do paciente e, em geral, é de quatro horas, três ou quatro vezes por semana”, explica.

Consultas e exames auxiliam no tratamento

Nas duas clínicas, o paciente também passa por consultas ou revisões mensais, inclusive com o emprego de exames laboratoriais, com o médico nefrologista para assegurar que a diálise esteja adequada. “Ao iniciar o tratamento o paciente perceberá uma melhora significativa nos sintomas que apresentava, como: falta de apetite, indisposição, cansaço, náuseas, dentre outros, além de reduzir as restrições dietéticas que fazia antes de começar a fazer hemodiálise percebendo, em geral, uma melhora na sua qualidade de vida”, afirma a secretária de Saúde de Queimados, Rosane Azevedo.

O tratamento já salvou vidas como a da dona de casa Elizabete Chaves, de 51 anos, um verdadeiro exemplo de superação. Além de ter que fazer a hemodiálise para sobreviver, ela já sofreu três infartos e um AVC, mesmo assim não desanima. “Saí da UPA direto para cá, a pressão alta me levou a perder o rim, mas graças a este tratamento estou viva, se tivesse que pagar nem estaria mais aqui, com certeza, pois gastaria cerca de R$ 200 em cada consulta”, destaca.

As clínicas funcionam de segunda a sexta-feira, das 6h às 21h. Para ser atendido, basta levar cartão do SUS, documentos pessoais e encaminhamento médico na regulação do município (Rua Onze, s/n - Vila Pacaembu).

Um comentário:

  1. Sou renal crônico e usuária ds serviços da INQUE e só tenho elogios. Graças a parceria com a prefeitura nós temos excelente tratamento dentro das condições atuais na nossa saúde. O serviço é realmente de excelência e um conforto para nós que já sofremos tanto

    ResponderExcluir

A Revista Queimados é o maior veículo de comunicação da cidade!!!