terça-feira, 31 de maio de 2016

Queimados corta na própria carne para enfrentar crise econômica do país



Exibindo _DSC0018.jpgExibindo _DSC0018.jpgCortar na própria carne. Essa foi a solução encontrada pela Prefeitura de Queimados para enfrentar a crise econômica que se instalou no país e que tem atingido praticamente a todas as cidades, devido à queda na arrecadação em receitas como o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), royalties do petróleo, e o Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB).

O prefeito Max Lemos anunciou um pacote de contenção de despesas, que estabelece redução do seu próprio salário em 30%, da vice-prefeita, dos cargos em comissão, devolução de prédios e carros alugados, e redução nos contratos permanentes de locação de imóveis. A estimativa é de que as medidas gerem uma economia de mais de R$ 10 milhões aos cofres do município até o fim deste ano.

O salário do prefeito Max Lemos teve um corte de R$ 7 mil, passando de R$ 22 mil para R$ 15 mil. Já as remunerações dos funcionários comissionados sofreram reduções escalonadas, ou seja, de acordo com a faixa de renda mensal de cada servidor. Quem recebe acima de R$ 6,8 mil teve seu vencimento reduzido em 30%. Já os servidores que recebiam até R$ 1,4 mil foram descontados em 20%, e os que recebiam R$ 1 mil passaram a ganhar 12% a menos. O pagamento de maio, depositado nesta terça-feira (31/05), já foi efetuado com os novos valores. Os salários dos servidores concursados, entre eles médicos e professores, não foram afetados pelo pacote.

"Optamos por cortar na própria carne para conseguirmos superar essa crise que não foi criada por nós. É melhor pingar do que faltar. Conseguimos resistir todo esse tempo sem demitir nenhum servidor e pagando sempre em dia, porque fizemos o dever de casa e trouxemos grandes investimentos para o município. Tenho certeza de que com essa economia vamos conseguir fechar o ano com as contas em dia e cumprindo com todas as obrigações", acredita o prefeito.

Economia com aluguel

Os serviços de cinco secretarias municipais e da Junta Militar, órgão vinculado ao Gabinete do Prefeito, foram transferidos para prédios próprios da prefeitura, que estavam desativados e passaram por uma pequena reforma. Somente essa medida vai gerar uma economia de quase R$ 135 mil por ano. Já os contratos de locação dos 40 imóveis que continuaram em vigor sofreram uma redução de 25%, gerando uma economia de R$ 265 mil anuais. Já os 10 veículos alugados pela prefeitura para atender aos serviços internos das secretarias foram todos devolvidos.

A Secretaria Municipal de Segurança, Transporte e Trânsito, Defesa Civil e a Junta Militar agora funcionam no antigo Centro Médico da Pedreira (Rua Patativa, s/n°- Nova Cidade). Já a Secretaria Municipal de Urbanismo está funcionando na Rua Hernani, n° 372 - Vila do Tinguá (térreo). 

A próxima mudança será na Secretaria Municipal de Ordem Pública, que a partir da próxima segunda-feira (6), irá funcionar no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS Centro): Avenida Olímpia Silva, n° 46 – Centro.

“Tenho certeza de que vamos passar por esse momento difícil na economia. Fomos um dos últimos municípios da Baixada a tomar essas medidas e só conseguimos segurar até agora devido ao nosso crescimento. As medidas estão sendo tomadas justamente para não atrasarmos salários e não demitir nenhum servidor”, concluiu o prefeito Max Lemos.

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