quarta-feira, 16 de março de 2016

Zaqueu Teixeira deve trocar o PT pelo PDT para disputar as próximas eleições

Zaqueu deve deixar o PT no momento mais
turbulento do partido que nomeou Lula como
Ministro Chefe da Casa Civil
Redação - Rio. O momento turbulento que vive o Partido dos Trabalhadores em todo o país, principalmente em Brasília, se refletiu nas próximas eleições municipais em Queimados. Até então, disputando internamente a vaga para ser pré-candidato a prefeito pelo PT no município, o Deputado Estadual Zaqueu Teixeira deve abandonar o barco nesta quinta-feira e trocar o partido de Lula e Dilma pelo PDT de Carlos Lupi. Apesar da Assessoria de Imprensa do Parlamentar afirmar que ele “ainda continua filiado no PT”, Zaqueu estaria em conversas avançadas com o PDT, conforme revelou à RQ uma fonte muito próxima do político.

Até o fechamento desta matéria, porém, Zaqueu ainda encontrava-se filiado no PT, de acordo com os dados disponíveis no site do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RJ). Segundo interlocutores, no entanto, ele deve apresentar carta pedindo desfiliação nos próximos dias e fará uma cerimônia de troca de partido na Câmara de Vereadores. A Assessoria do deputado não confirmou a informação e disse que assim que tiver um posicionamento entrará em contato com a nossa equipe.

 A notícia de que Zaqueu estaria deixando o PT ganhou força nesta semana  nas principais  colunas dos jornais diários do Rio de Janeiro. A informação foi publicada pelo  Informe O Dia, do jornalista Fernando Molica, na coluna Extra Extra da jornalista Berenice Seara e no blog de política do Lauro Jardim do jornal O Globo. Segundo os veículos, apesar de o PDT estar à frente das negociações, Zaqueu também estaria conversando com o PMB e PRB. 

Briga interna e candidatura incerta

A saída de Zaqueu do PT estava se desenhando ao longo dos últimos meses. Com o PT do município rachado – parte do diretório apoiava a aliança com o PMDB que lançará o secretário de Fazenda, Carlos Vilela e a outra ala a candidatura própria de Zaqueu -, o parlamentar não viu outra alternativa a não ser trocar de partido para não ter a candidatura a prefeito ameaçada. 

 Seus antigos aliados, o vereador Elton Teixeira e o secretário Ribamar Dadinho encabeçaram um movimento dentro do partido para a manutenção da aliança com o PMDB e acusaram o ex-delegado da Polícia Civil de tentar dar um golpe na reunião que definiria os rumos do partido no pleito de outubro. O caso ganhou repercussão e o martelo seria batido pelo presidente Estadual do PT, Washington Quaquá, após o dia 30 de março, prazo máximo para os políticos trocarem de partido de acordo com nova janela aprovada pelo congresso. 

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