terça-feira, 12 de janeiro de 2016

"Não sou comandante de ficar sentado em gabinete"

Novo comandante concede entrevista à Revista Queimados e promete fechar o cerco contra a criminalidade

Redação - Após a cerimônia da troca de comando do 24° BPM (Queimados), realizada nesta segunda (11), o novo comandante da unidade, que abrange Queimados, Japeri, Seropédica, Paracambi e Itaguai, recebeu a equipe de reportagem da Revista Queimados para uma entrevista exclusiva. Sem falar muito, o Tenente Coronel  Ivan do Espírito Santo Araujo, de 44 anos, comentou a expectativa de comandar mais um batalhão na Baixada Fluminense. Em seu primeiro dia de trabalho, o comandante fez questão de estar ao lado da família. Após atuar por mais de um ano no comando de Magé, Araújo já busca conhecer a realidade de sua nova área.

Em seu gabinete, Tem Cel. Araújo, ficou bem a vontade. Sem muitos sorrisos, porém, bastante solícito, o comandante não fugiu das perguntas de nossa equipe. Veja na íntegra:

Revista Queimados – Apesar de ser apenas o seu primeiro dia, qual a primeira impressão que o senhor teve da região?

Tenente Coronel Araújo – Após treze meses em Magé, também na Baixada, posso dizer que estou fazendo o dever de casa. Conhecendo e reconhecendo o território. Já percebi que a maioria do nosso efetivo mora na região e isso é muito bom, pois aumenta o comprometimento de cada um
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RQ – Qual é o sentimento que move o comandante para esse novo desafio?

TCAChego com o sentimento de dar continuidade ao trabalho feito pelo meu amigo Cajueiro. O dever é sempre melhorar e é isso que vamos buscar. Elevar cada vez mais o serviço de segurança pública.
















RQ – Qual a marca do comandante Araújo?

TCA Eu calco pelo comprometimento. Já estamos estudando maneiras de melhorar a segurança pública. A população pode ter certeza que vamos dar o máximo em Queimados.

RQ – O ano de 2016 será bem movimentado. Teremos as eleições municipais, a Olimpíada e Paralimpíada no Rio. O senhor acha que isso vai prejudicar em alguma forma a segurança pública nos municípios do Baixada, pois haverá uma atenção em massa para a capital?

TCA Todas estas atividades estão chegando, mas ainda não podemos afirmar nada. Vamos conversar e o estado maior irá decidir o que será feito.

RQ – Como é peculiar a todo processo de mudança, tem o período de adaptação, de conhecimento e está é a realidade vivida pelo senhor neste momento, pois acaba de assumir. Em quanto tempo o senhor acha que poderá colocar em prática suas estratégias, sua visão de segurança pública efetivamente nas ruas?

TCAO mais rápido possível. Sempre digo à minha tropa que não sou comandante de passar o dia sentado no gabinete. O meu subcomandante e meu chefe de operações já trabalharam aqui e isso torna mais fácil o reconhecimento da localidade e a tomada de decisões. É uma área extensa que vai até Itaguai, mas vamos o mais rápido possível.

RQ - Queimados tem um histórico de ser uma cidade pacífica, com baixos índices de criminalidade, mas ultimamente a população anda assustada com tantos casos de roubos, tráfico e mortes. Como trazer de volta a paz para a população?

TCA Nós vamos começar a observar todos os processos, toda forma de policiamento. Adequar um pouco mais as manchas criminais existentes, pois o policiamento preventivo consegue coibir a consumação de homicídio e outros delitos.

RQ – Para encerrar este breve bate-papo, queria que o senhor deixasse uma mensagem para a população que está apreensiva com o atual momento. Um momento difícil para a segurança pública no estado do Rio.


TCA - O nosso trabalho desenvolvido em Magé foi muito bom, deu bastante resultado. Vamos trabalhar diuturnamente. A população pode confiar, pois vamos trabalhar muito. Contamos com a colaboração de todos. Quaisquer movimentos diferentes, pessoas desconhecidas, qualquer denúncia, pode entrar em contato com o 24° BPM, pois a população é nossa maior aliada na luta contra o crime.

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