quinta-feira, 18 de julho de 2013

Jovem de Queimados fecha contrato de um ano com o Duque de Caixas

Fotos: Divulgação
Felipe Carvalho-Rio. O lateral esquerdo, Antônio Carlos, acertou nesta quarta-feira, 17, contrato de um ano com o Duque de Caxias, clube em que atuou pelo Campeonato Carioca deste ano. Com o acordo, o jogador atuará no Campeonato Brasileiro da Terceira Divisão. O atleta concedeu uma entrevista para a Revista Queimados e falou sobre o futebol na Baixada Fluminense, celeiro de talentos e a vitrine para o futebol, os desafios a serem vencidos pelos jovens da Região e um pouco sobre a carreira.

Felipe Carvalho: O que representa os Clubes da Baixada para os jovens da Região?

Antônio Carlos. Os Clubes de Futebol da Baixada Fluminense são ótimas alternativas de vitrine para os jovens da Região que sonham em trilhar a carreira de jogador futebol profissionais. No meu caso específico disputei o Campeonato Carioca da 1ª Divisão pelo Duque de Caxias e o Campeonato Brasileiro da Terceira Divisão do Campeonato Brasileiro. Isso possibilitou que mostrasse o meu futebol para os quatro cantos do Brasil, me rendendo vários convites profissionais. Há grandes atletas que já saíram dos clubes da Baixada, destaque para o Zinho do Nova Iguaçu, que é exemplo a ser seguido por todos nós. Através da formação de base desenvolvida pelos clubes da Baixada, nossos jovens têm o talento nato aprimorado e as oportunidades na Baixada são cada vez maiores para os garotos que estão começando.

Os campeonatos de várzeas são importantíssimos para a aparição de novos talentos, pois muitos atletas estão escondidos nessas competições. Acredito que se os Clubes da Baixada voltarem os olhares para os campeonatos de várzea irão encontrar garotos com muito potencial, que muitas vezes não tem condições de fazer um teste por questões financeiras ou por falta de apoio e acabam ficando somente nas competições locais. Comecei minha carreira nas ligas barbantes do Município de Queimados.

FC: Quais são os principais Desafios da Baixada?

AC: E é difícil você tentar conciliar o seu sonho com as dificuldades financeiras que surgem no decorrer da vida. Muitos jovens da Baixada, deixam o seu sonho em segundo plano para atuar em outro trabalho, devido a necessidade de obter recursos financeiros para a sua sobrevivência. Os clubes da Baixada são uma boa vitrine, mas falta ainda a ambição de lutarem para alcançar a elite do futebol nacional, temos talento de sobra para isso.

O meu grande sonho é um dia chegar á Seleção Brasileira e não vou desistir. É possível, pois as portas estão sendo abertas e temos um exemplo recente de um morador de Queimados que está fazendo sucesso no futebol profissional, que é o Diego Santos, o Biro Biro, que está atuando no time do Fluminense. Por ser da Baixada, ele enfrentou as mesmas dificuldades que enfrento e venceu na carreira. Saiu do Nova Iguaçu e tem tudo para fazer sucesso no Tricolor das Laranjeiras. 

FC: Como começou sua atuação no futebol?


AC: No início da minha carreira eu tive muita dificuldade por falta de condições financeiras e pela distância da Baixada Fluminense aos grandes clubes do Rio de Janeiro. Fui submetido a vários testes, cheguei a fazer 18 testes em diversos clubes para me federar em um clube. No 19º fui aprovado no clube do Bonsucesso e nos últimos dois anos participei do Campeonato Carioca, e é um dos campeonatos com maior vitrine do futebol brasileiro. Foi uma experiência de vida e continua sendo. É difícil ficar longe da família, dos amigos. Conviver com pessoas de culturas diferentes e muitas das vezes ver os meus amigos irem se divertir na sexta á noite e você estando concentrado para jogar no sábado ou no domingo. Mas tudo isso nós superamos por amor de jogar futebol que escolhemos como profissão, pois quando estamos dentro de campo esquecemos os problemas e dificuldades que encontramos no dia a dia e lá somos felizes. 

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