sexta-feira, 21 de junho de 2013

O vidro se quebrou

Brasileiros vão às ruas sem bandeiras políticas em busca de melhores condições de vida

 Foto:Sergio Ricardo

Dine Estela-RJ: Um movimento que começou pela internet, com chamamentos por redes sociais, feita em sua maioria, por jovens e trabalhadores que estavam esgotados com tantos impostos e poucos serviços de qualidade, quiçá nenhum, está indo às ruas há cerca de uma semana no Brasil; e o que se vê, é uma multidão sem um líder, mas com muita coisa para reivindicar através do grito uníssono de “Socorro, não dá mais!”.

Toda esta manifestação se espalha e ganha novo folego em várias partes do Brasil, mas o que ninguém esperava era a falta de apenas um “Judas”, mas vários, principalmente no cenário político. Todos estão sendo colocados no mesmo saco sujo da política. “Os movimentos sociais e políticos perderam o poder e a população tomou de volta a sua autonomia - O gigante acordou” dizem os cientistas políticos.

Diante desta realidade, a esquerda do Brasil (leia –se PT) passa por um momento impar, tendo em vista, que está do outro lado da história, na posição de vidraça quebrada. Em outros momentos o partido representaria esta multidão, que neste momento não suporta nenhuma bandeira, nenhum líder, está como um barco à deriva, com tantas ondas de reivindicações que batem para todos os lados e não o levam a lugar algum. Pelo menos é o que pensam os ingênuos políticos.

Esta esquerda que ficou por quase 500 anos nas arquibancadas da ditadura militar e do neoliberalismo, não se sente à vontade no meio desta multidão, que clama por mais saúde e educação, direitos básicos de qualquer cidadão que paga uma enorme carga tributária.

 Foto: Sergio Ricardo
Hoje, mesmo que um líder como o Lula subisse no palco, algo que ele ainda não se predispôs a fazer na posição de vidraça, não adiantaria muita coisa, porque o povo está cansado de líderes que falam o que o povo quer ouvir.  Muita coisa precisa mudar, a começar pela reforma política que nunca aconteceu.

O estopim pode ter sido o aumento de vinte centavos nas passagens dos ônibus municipais, para os mais desavisados políticos, mas na verdade,  os brasileiros estão dizendo um sonoro “BASTA” à desornem nacional e as prioridades para “inglês ver”, como os belos estádios e equipamentos públicos que só servem aos turistas.

Mas vamos dar à Cezar o que é de Cezar e analisar o outro lado da moeda. É fato que a classe média ganhou poder de compra no país, que os jovens tiveram mais acesso às escolas com os programas sociais do governo como o PROUNI, ENEM, Bolsa Família, Renda Melhor, entre outros, que retiram mais de 40 milhões de brasileiros da linha de pobreza, no entanto, num país que ainda tem crianças se drogando nas ruas e falta de qualificação profissional, ver o país emprestando dinheiro para países colonizadores da Europa, como Portugal é no mínimo, lastimável. Tanto pior é ver belos estádios sendo construídos com o dinheiro público, com a desculpa do “legado”, sendo privatizados, e o povo se quiser que pague muito pelo preço de um ingresso para ver sua seleção jogar.

Mesmo com tanta violência, tanto por parte da polícia, quanto por parte destes vândalos que fazem questão de denegrir o movimento. “O vandalismo não me representa”  é a frase de impacto da maioria, que preconiza uma manifestação pacifica, a exemplo do que acontece em várias partes do mundo.

Manifestação ganha ramificações pelas periferias


Foto: Sergio Ricardo
Manifestação na Praça dos Eucaliptos, Queimados
Voltando às suas bases, a população já deu o seu recado aos líderes nacionais e agora se volta para suas cidades. Nesta sexta (21), várias cidades da Baixada Fluminense estão com suas principais ruas e praças lotadas de pessoas.

Em Queimados, o local de maior aglomeração de pessoas é a Praça dos Eucalíptos. Segundo relatos do Secretário de Transportes, Trânsito e Ordem Pública, Capitão Elias José, a manifestação em Queimados transcorreu tranquilamente e se dispersou às 18h37, no entanto, outro grupo se reorganizou e se dirigiu para a Dutra.

 Em Nova Iguaçu, a Via Light foi o ponto de concentração das pessoas que se dirigiram para a porta da Prefeitura para levar suas reivindicações por melhores condições e qualidade de vida. Nesta cidade foram necessárias bombas contra manifestantes que tentaram depredar o cemitério, segundo relatos do Site Baixada.

A Região que conta com uma população estimada em 3.333.801 milhões, segundo o último senso do IBGE, e compreende 30% da população do Estado reclama por mais saúde, educação e transportes públicos de qualidade, sem esquecer claro, de outros equipamentos públicos que não foram pensados para a região por conta dos grandes eventos esportivos como a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

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