segunda-feira, 1 de abril de 2013

Chacina da Baixada: Oito anos depois, ex-policiais ainda estão presos

Batalhão Especial Prisional (BEP): dois ex-PMs condenados pela Chacina da Baixada estão presos lá por decisão judicial
Policiais ainda estão presos no BEP, por participação na chacina

Redação, Rio - Oito anos depois da maior matança do estado do Rio, que fez 29 vítimas e ficou conhecida como Chacina da Baixada, apenas dois ex-policiais militares cumprem pena pelo crime numa penitenciária. Ambos na Lemos de Brito, no Complexo de Gericinó. Dois ex-PMs permanecem, mesmo condenados, no BEP, a prisão de policiais conhecida como “Batalhão das Festinhas”. E um quinto policial, também expulso da corporação, foi condenado apenas por formação de quadrilha e já está livre.

Além dos cinco condenados, um sexto policial foi a júri popular, mas acabou absolvido. Outro PM foi executado antes de ir a julgamento. E quatro policiais — dos 11 PMs denunciados pelo Ministério Público por participação na chacina — livraram-se das acusações por falta de provas. A Polícia Militar expulsou todos os condenados em 2006.

Em setembro de 2009, Júlio Cesar Amaral de Paula e Marcos Siqueira Costa receberam penas de 543 e 480 anos de prisão, respectivamente, pelos crimes de homicídio qualificado e formação de quadrilha. Os dois ainda recorrem das sentenças. Por força de uma decisão judicial, mesmo excluídos da corporação, eles permanecem no BEP, segundo a assessoria de imprensa da Polícia Militar. O batalhão foi alvo de uma inspeção de juízes no fim de 2011, na qual foram constatadas diversas regalias, como a transformação de celas em apartamentos pelos presos.
Também condenados a 543 anos, José Augusto Moreira Felipe e Carlos Jorge de Carvalho estão em Bangu. Felipe ainda vai a júri, em maio deste ano, por outro homicídio na Baixada. Caso condenado, pode receber mais 30 anos de prisão.

Já Fabiano Gonçalves Lopes pegou sete anos de cadeia, apenas pelo crime de quadrilha, livrando-se das acusações pelos assassinatos da chacina. Mas o ex-PM acabou condenado, num processo em Itaguaí, na Baixada, por homicídio qualificado. Ele ainda aguarda o julgamento de um recurso.

Fonte: Jornal Extra


Um comentário:

  1. Só esqueceram de informar o editor dessa matéria,que ninguém é impronunciado por falta de prova.A fase de pronuncia se é dada para mandar ou não o acusado para Juri,e nesta fase se o tiver duvida o réu é mandado a julgamento ,e no julgamento se não houver prova suficiente o réu é absouvido das acusações por falta de provas..
    não dispense a credibilidade de vocês ,copiando um erro de um Jornal que não tenha compromisso com a verdade,Pois todos os réus que não foram condenados,foram impronunciados,e alguns deles tiveram seus acusadores processados por denunciação caluniosa.

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