sábado, 9 de março de 2013

Construção de creche atrasada em Queimados traz insatisfação a moradores


Redação, Rio- A obra de uma creche no bairro Vista Alegre, em Queimados, está trazendo revolta à população. Há mais de um ano parada, a construção, com orçamento previsto em mais de 1,7 milhão de reais, começou no final de janeiro de 2011 e tinha que acabar em junho do mesmo ano. Vizinhos da unidade infantil reclamam dos problemas que a obra trouxe para a localidade que tem cerca de cinco mil moradores.

A creche, que teria capacidade para atender cerca de 200 crianças, começou a ser construída no terreno onde ficava o campo do União, único espaço de lazer das crianças e adolescentes do bairro. A obra da prefeitura com verba do governo federal está cercada por entulhos, mato alto, sujeira, pichação e água parada. Quem precisa conviver com o espaço, que é frequentado por usuários de drogas e marginais, vive preocupado. No local também é possível ver pneus que podem se tornar criadouros do mosquito da dengue.

Um funcionário da prefeitura que não quis se identificar conta que a inauguração da creche foi adiada várias vezes: "De junho, eles marcaram o final da obra para outubro de 2011, depois para 20 de janeiro de 2012, veio a eleição e daí em diante parou tudo. Eles não dão satisfação de quando vão recomeçar as obras. O pessoal da prefeitura vem ao local fazer reunião e depois some, o engenheiro também quase não aparece. Essa obra já tem mais de 2 anos. Isso não é para durar tanto tempo", disse. Ele não soube informar quanto já foi gasto na construção.





Outro motivo de reclamação dos moradores de Vista Alegre é o descaso da prefeitura de Queimados em relação à falta de segurança, água, asfalto e saneamento. Morador da Rua Lívia Silva, José Nadir é vizinho da futura creche e afirma que a sensação de insegurança domina o local por causa da obra inacabada: "As pessoas sofrem com assaltos à noite. Depois das 22 horas, dá medo passar por aqui", relata. Ainda de acordo com ele, a água somente cai à noite, e, quando chove, o esgoto das casas é despejado nas ruas que estão entregues ao matagal, poeira e lama.

Presidente da FEMAMQ (Federação Municipal das Associações de Moradores de Queimados), Manassés Mendes da Silva critica a prefeitura por causa da demora da construção da creche e da situação crítica em que vive os moradores de Vista Alegre: "Aqui não passa nenhum carro da prefeitura. Até porque se passar irá ficar atolado e ninguém vai ajudar. As pessoas, inclusive as crianças, idosos e deficientes, são obrigadas a passar por dentro do mato por causa da lama. Pagamos imposto, IPTU, mas não há reciprocidade da administração", enfatiza Manassés.

Segundo os moradores, a prefeitura já foi informada sobre a situação no bairro, mas nenhuma providência foi tomada. Por telefone, o secretário de Obras de Queimados Elerson Leandro informou que a empresa encarregada pela a construção da creche será notificada esta semana para que o trabalho seja retomado. À partir daí, a prefeitura tomará uma posição.

Mães ansiosas

Ao passar pelas ruas em volta da creche, a sensação que se tem é que há anos o bairro Vista Alegre está abandonado. Além da obra inacabada, as manilhas e os restos dos materiais como pedras, ferros, madeiras e entulhos podem ser vistos em diversos locais.
A moradora Ana Custódio Moreira, que reside na Rua Lívia Gregório há 42 anos, afirma que o bairro Vista Alegre sempre foi abandonado pela a prefeitura. Ela torce pela inauguração da creche, porque, no local, existem muitas mães que trabalham fora e não têm onde deixar seus filhos. "Meus filhos e netos já estão crescidos mas tenho vizinhas que precisam de um lugar público e seguro para colocar suas crianças pequenas", disse."

Fonte: Extra OnLine


8 comentários:

  1. É uma vergonha, já faz uns 3 anos ou mais que essa creche está em construção. Como diz na reportagem acima, a esposa do prefeito Max Lemos não trabalha, fica em casa pra cuidar dos filhos (não estou dizendo que isso, não é certo, é mais do que natural, pois o melhor cuidado e amor vem dos pais) enquanto tem muitas famílias que precisam deixar seus filhos em algum lugar pra conquistar o sustento de sua família. Cadê as creches nessa hora?

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  2. Finalmente esta revista colocou alguma coisa que vem em defesa do povo, e que enaltece o poder público de Queimados.
    Precisamos de um veículo com esta cara, que elogie, mas que bata quando tiver que bater.

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    1. Filho..Você acredita em papai noel, bruxinha do bem, fada madrinha ???? Não né !!! Pois é : Essa revista é chapa branca, tendenciosa e está a serviço do papai Maxxxxxinssss..Eles só colocam notícias que o papai autoriza...Tá todo mundo empregado com cargo comissionado...

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  3. As obras aqui do bairro da Paz também está parada e trazendo transtornos para os moradores, espero que não tome o mesmo rumo.
    Eles poderiam vir aqui e desfazer a lambança que fizeram, e deixar como era antes, pois só pioraram o que não era bom.

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  4. O MAX NÃO ESTAR NEM AI COM O POVO DE QUEIMADOS JÁ GANHOU A ELEIÇÃO!. ,COLOCOU COLEIRA NOS VEREADORES, NÃO MORA EN QUEIMADOS E COM CERTEZA A ESPOSA DELE TEM BABÁ PARA CUIDAR DOS FILHOS

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  5. ATRASO EN CONSTRUÇÃO DE CRECHE TRAZ INSASTIFAÇÃO AOS MORADORES DE QUEIMADOS !!!

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  6. O dinheiro da creche deve ter sido gasto com festas na praça...é isso que os eleitores de Queimados dão importância....é só começo, mais problemas vão surgir....

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  7. ENQUANTO SÃO PEDRO D`ALDEIA DOA AREA PARA CONSTRUÇÃO DE POLO AUTOMOTIVO COM GERAÇÃO DE 14 MIL EMPREGOS , O PREFEITO DE QUEIMADOS GERA LUCRO DE 9 MILHÕES EN 5 DIAS COM VENDA DE AREA DO NOSSO DISTRITO INDUSTRIAL, CONFORME NOTICIA DA FOLHA ( R$ 9 milhoes em 5 dias )
    A venda de terreno para instalação de uma fábrica austríaca em Queimados (RJ) rendeu lucro de R$ 9,2 milhões em apenas cinco dias a uma empresa fornecedora do município da Baixada Fluminense. Neste período, o valor da área passou de R$ 2,5 milhões para R$ 11,7 milhões.
    Os contatos para a negociação foram intermediados pelo prefeito da cidade,.
    A companhia austríaca RHI comprou por R$ 11,7 milhões da empresa Jogasus a área de 980 mil m² para instalar fábrica de peças para a indústria siderúrgica, em novembro de 2010.
    Sede da empresa Jogasus, na Baixada Fluminense, que comprou área por R$ 2,5 milhoes e vendeu por R$ 11,7 milhoes
    Cinco dias antes, o mesmo terreno havia sido comprado pela Jogasus --que é uma pequena empresa de construções de Duque de Caxias-- por apenas 21% desse valor.
    A Folha foi avisada da contratação por uma mensagem ao Folhaleaks, canal criado pelo jornal para receber informações e documentos.
    O prefeito afirma que a valorização dos preços dos terrenos na região é muito rápida e que a área vale hoje cinco vezes mais do que o valor pago pela empresa austríaca.
    COMPRA E VENDA
    prefeito --seu conhecido desde a década de 90-- a um dos donos do terreno, José Augusto Vereza.
    O representante da Jogasus afirmou que tinha interesse em criar um espaço para logística na área. Segundo Ferreira, ele e Vereza acertaram que o terreno seria vendido por R$ 2,5 milhões. Quando a venda seria registrada, no início de junho, Vereza morreu.
    No fim de junho, a austríaca RHI procurou o prefeito Max Lemos pedindo que indicasse um terreno para instalar sua fábrica. O político indicou o mesmo terreno que havia apontado à Jogasus, cuja compra ainda não havia sido formalizada.
    As negociações começaram antes de a Jogasus se tornar proprietária do terreno.
    As duas partes afirmam, no entanto, que a família Vereza já estava comprometida com a venda e o preço acertado pelo patriarca.
    Representantes dos antigos proprietários negam a informação e dizem que desconheciam a participação da RHI na negociação.
    A primeira venda, para a Jogasus, foi formalizada em 4 de novembro, por R$ 2,5 milhões. Em 9 de novembro, foi feito o repasse à RHI, por R$ 11,7 milhões.
    Em abril de 2011, o terreno foi beneficiado pela ampliação do distrito industrial de Queimados, o que concedeu benefício fiscal à empresa, como isenção de IPTU e redução na alíquota de ICMS.
    A empresa Jogasus, com sede em Duque de Caxias, passou a ter contratos com a prefeitura de Queimados a partir da gestão de Lemos.
    OUTRO LADO
    O prefeito de Queimados, afirmou que apenas apresentou investidores a proprietários de terrenos, sem participar da negociação que gerou lucro de R$ 9,2 milhões à empresa fornecedora do município.

    Segundo o prefeito, os terrenos na cidade têm valorizado muito em razão do crescimento do distrito industrial.
    "Se você me perguntar, eu lhe digo: foi um lucro absurdo. Mas é essa valorização que está ocorrendo na cidade. Se a RHI quiser vender hoje, há quem compre por cinco vezes o que ela pagou."

    "Não trato de operação imobiliária. Meu interesse é agilizar os contatos para trazer investimentos para a cidade", disse o prefeito.

    Lemos negou relação entre os contratos que a empresa Jogasus têm com a prefeitura e o lucro na transação. "Ela participa de licitações e faz algumas obras. Não é uma grande fornecedora."

    fonte;http://www1.folha.uol.com.br/poder/987788-negocio-intermediado-por-prefeito-no-rj-tem-lucro-de-r-9-mi-em-5-dias.shtml

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