domingo, 23 de dezembro de 2012

Falta de cinemas na Baixada é destaque em matéria do Jornal O Dia

Felipe Carvalho-Rio. Dezessete salas e 4.631 assentos. São os números dos cinemas na Baixada Fluminense. Top Shopping (Nova Iguaçu), Shopping Grande Rio (São João de Meriti), Nilópolis Square, Caxias Shopping e Unigranrio (Duque de Caxias) são das poucas opções para os mais de 3,5 milhões de habitantes da região se quiserem assistir a um filme. A média fica em torno de 750 pessoas por cada lugar.
Além da pouca variedade, há quem aponte o desconforto e a falta de qualidade audiovisual como problemas que afastam o público. O morador de Nova Iguaçu Reinaldo Merendaz, 24 anos, por exemplo, conta que prefere ir ao Rio de Janeiro em busca de mais opções e comodidade.
Ele alega que gasta combustível, paga ingresso mais caro, e, às vezes, pedágio, mas garante que vale mais a pena pelo conforto. “Nas salas do Rio, as poltronas são mais confortáveis e a qualidade de imagem e som é melhor”, diz ele para justificar a viagem.
Segundo Merendaz, na última vez em que foi ao cinema do Top Shopping, por causa da má qualidade do som, mal dava para entender o diálogo dos personagens. “Tinha muito chiado”, critica o gestor de produção industrial.
Ele reclama também da conduta do público durante a sessão. “Muitas pessoas não sabem se comportar, ficam conversando e atrapalham quem quer prestar atenção”.
Cidade com cerca de 140 mil habitantes, Queimados tem o Cine Marapicu como única opção de cinema. A pequena sala, com 45 lugares no Espaço Cultural Queimados Encena, funciona graças a convênio com o Ministério da Cultura que apoia a abertura de cinemas em cidade onde não há nenhum. No Marapicu, são exibidos, de graça, de filmes clássicos aos comerciais atuais de Hollywood.
Leandro Santana, um dos responsáveis pela sala, alega que ela é importante para a população. “São poucos os lugares, mas as pessoas gostam muito e comentam ‘ainda bem que temos esta opção’”.

Pequenas salas podem desaparecer
Cinemas de rua como os cines Iguaçu, Nilópolis e Santa Rosa, em Duque de Caxias, eram as opções de lazer nos tempos em que ter televisão em casa era luxo. “Não houve investimento nos cinemas de rua, e eles desapareceram. Os shoppings tomaram conta”, conta Nádima Bomfim, formada em faculdade de Cinema.
Um dos poucos que resistem ao tempo é o Cinema Imperial, de Paracambi, que também corre o risco de ser fechado. “O processo de digitalização do cinema pode fechar muitas das 450 salas de ruas que ainda existem no Brasil, caso o governo federal não ajude”, lamenta Gilberto Leal, diretor da rede Cinemaxx. 

Fonte: Jornal O Dia

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