Max Lemos e Rogério do Salão | Foto: Luiz Ackermann / Agência O Dia
Max Lemos e Rogério do Salão | Foto: Luiz Ackermann / Agência O Dia
Atual prefeito e candidato à reeleição, Max Lemos (PMDB) comemora a recuperação econômica da cidade. Quando assumiu, em 2009, Queimados tinha, segundo ele, sete empresas no distrito industrial. Hoje são 39 e a previsão do prefeito é ainda mais otimista.
"Desde que assumi, 32 novas fábricas vieram para cá e 8 mil empregos foram gerados. A meta é trazer outras 50 no segundo mandato e criar mais 12 mil empregos. Além disso, estamos conseguindo trazer grandes lojas populares. Isso faz com que a roda da economia gire porque o trabalhador fica na cidade e gasta seu salário aqui", comemora Max, que formou a maior coligação do estado, com nada menos do que 22 legendas unidas ao PMDB.
Prefeito de Queimados entre 2005 e 2008, Rogério do Salão (PR) também comemora o crescimento industrial da cidade, mas ressalva que Max Lemos está colhendo os frutos plantados por ele.
"Queimados está no caminho certo e vamos continuar investindo na vinda de indústrias. Mas isso começou no meu governo, com a construção do viaduto que dá acesso ao distrito industrial”.
Desde que Max assumiu como prefeito, Queimados recebeu empresas como a Procter & Gamble (P&G), NKF, Power Bolt (fabricante de lanchas), Citycol, da indústrua têxtil, Multibloco, Deca, ArFrio e Kanauf. Devanir, do Psol, também é candidato a prefeito de Queimados.
Três versões para explicar o batismo
Existem três versões que explicam a escolha do nome de Queimados para o batismo da cidade. A primeira informa que Dom Pedro I visitou a região, viu uma grande queimada de laranjais nos morros e chamou o lugar de “Morro dos Queimados”. Outra informa que o nome provém dos escravos fugitivos das fazendas, que eram mortos e tinham seus corpos queimados. A terceira versão vem da morte de milhares de operários chineses, que participaram da construção da Estrada de Ferro D. Pedro II. Vítimas da malária e de epidemia de cólera, que arrasou a região em 1855, os chineses tiveram seus corpos queimados.
Habitação gratuita gera polêmica e candidatos divergem ainda na Saúde
Queimados possui centenas de pessoas morando às margens do Rio Abel,que vai passar por um processo de canalização e urbanização. O prefeito Max Lemos garante que as famílias ribeirinhas foram e serão contempladas com algumas das três mil unidades habitacionais.
“Elas não vão pagar absolutamente nada pelas unidades. Pretendo construir ainda mais casas populares nos próximos quatro anos", promete Max.
Rogério do Salão diz que vai dar continuidade ao “Minha Casa Minha Vida”, mas faz outra acusação contra o prefeito.

“Tem pessoas que ganharam apartamento e tem carro zero na garagem. Vamos avaliar as pessoas que realmente necessitam de moradia. Essas merecem ganhar casa de graça”, denunciou o opositor que também faz críticas ao atendimento na Saúde.
“No meu governo, retomei as obras do hospital, que estavam paralisadas há anos, mas o prefeito assumiu e parou outra vez. O Posto de Saúde do bairro Fanchen foi fechado e, há seis meses, o Posto de Saúde da Pedreira foi reinaugurado com equipamentos alugados que foram retirados no dia seguinte”, denunciou Rogério.
Lemos garante que o hospital vai sair do papel e justifica a demora.
“Vamos ter que demolir o que já existia e começar do zero. Vamos investir R$ 89 milhões através de convênio com o estado. Se fôssemos recuperar o que já estava construído iriamos gastar mais de R$ 100 milhões”, explicou.
Crescimento e dura realidade
Apesar do crescimento industrial, Queimados ainda vive uma dura realidade: ruas sem saneamento básico e tratamento de esgoto. O prefeito Max Lemos garante que resolver essa situação será sua prioridade.
“Já pavimentamos mais de 200 ruas em três anos e meio, mas ainda há mais de 500 por fazer no próximo mandato”, afirmou.

Rogério do Salão diz que vai ouvir as necessidades do povo.
“Vamos fazer orçamento participativo. Os moradores de cada bairro apontarão as prioridades, como saneamento, postos de saúde e creches”, prometeu. 

Confira números do município | Foto: Arte: O Dia

Reportagem : Raphael Bittencourt (O Dia)