segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Maior fábrica de refratários do mundo está sendo construída em Queimados


Valéria Campelo (Repórter convidada), Rio- Com a cidade em pleno crescimento econômico, muitos empresários têm apostado em Queimados como futuro promissor para indústrias de grande porte. Na noite desta sexta, 10, durante evento político, o prefeito e candidato à reeleição, Max Lemos, falou sobre a construção de uma fábrica de refratários no Distrito Industrial de Queimados, da empresa RHI AG, avaliada em 112 milhões de euros (o equivalente a 260 milhões de reais).
As obras já começaram e ficarão prontas em dois anos. “A fábrica vai render muito para a cidade, gerando mais de 700 empregos somente durante a sua implantação. Isso representa não apenas crescimento, mas o futuro melhor para a população. É um dos investimentos que fazem parte do projeto de transformação de Queimados”, disse Max.
Queimados foi escolhida para se tornar uma central de operações da empresa no continente, por ter amplas vantagens logísticas. O Distrito Industrial do município, que já possui 32 empresas e tem atraído cada vez mais investimentos, fica ao lado do Rodovia Presidente Dutra e a cinco quilômetros do futuro Arco Metropolitano, estrada que ligará o Porto de Itaguaí a Itaboraí.
Os refratários da RHI irão atender a unidades operativas que trabalham com altas temperaturas, que precisam resistir a temperaturas de mais de 1200°C, como altos-fornos, fornos de reaquecimento, fornos para produção de cimento, aciarias, metais não ferrosos e vidro. Segundo informações da empresa, a planta, que está sendo construída no Distrito Industrial de Queimados, será capaz de fabricar 60.000 toneladas de matéria por ano.
De acordo com Max, os contratos da fábrica são sempre acima de 200 milhões de dólares: “A empresa já responde por 15% do mercado brasileiro de siderurgia, e possui grandes clientes como CSN, Gerdau, ArcelorMittal, Usiminas, Votorantim, entre outras. Ter uma fábrica deste porte mostra que Queimados entrou no trilho do desenvolvimento, isto é fruto de muito trabalho”.
O prefeito explicou que o projeto visa a construção de duas fábricas no local: “Na verdade, essa é primeira fábrica que eles irão fazer aqui. A tendência é que tenham uma segunda, aí quando as duas estiverem prontas será o maior complexo fabril refratário do mundo”, salientou o prefeito.
 Proteção ambiental
Max comentou que estes investimentos vão trazer receita para o município, mas ressaltou que a questão ambiental não será esquecida.
A fábrica, que ocupará uma área de um milhão de metros quadrados, comprometeu-se a ceder 400.000 m² para a formação de uma área de proteção ambiental.
“O acordo foi de que parte da área da empresa ficará para uma reserva de preservação ambiental, pois minha preocupação não é apenas desenvolver a cidade trazendo novos investimentos, mas também cuidar para que isso aconteça de maneira sustentável”, lembrou Max.

2 comentários:

  1. Fico feliz em ver o crescimento deste municipio que por diversos anos sofreu com as más administrações do governo, mais desde que o prefeito Max Lemos assumiu ele vem mostrando um lindo trabalho e espero que a populaçao venha ter este reconheçimento ,pois hoje podemos sair para quaisquer lugar e dizer que moramos em um belo Municipio !

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  2. Negócio intermediado por prefeito no RJ tem lucro de R$ 9 milhoes em 5 dias

    A venda de terreno para instalação de uma fábrica austríaca em Queimados (RJ) rendeu lucro de R$ 9,2 milhões em apenas cinco dias a uma empresa fornecedora do município da Baixada Fluminense. Neste período, o valor da área passou de R$ 2,5 milhões para R$ 11,7 milhões.

    Os contatos para a negociação foram intermediados pelo prefeito da cidade, Max Lemos (PMDB).

    A companhia austríaca RHI comprou por R$ 11,7 milhões da empresa Jogasus a área de 980 mil m² para instalar fábrica de peças para a indústria siderúrgica, em novembro de 2010.

    Pedro Carrilho/Folhapress

    Sede da empresa Jogasus, na Baixada Fluminense, que comprou área por R$ 2,5 mi e vendeu por R$ 11,7 mi
    Cinco dias antes, o mesmo terreno havia sido comprado pela Jogasus --que é uma pequena empresa de construções de Duque de Caxias-- por apenas 21% desse valor.

    A Folha foi avisada da contratação por uma mensagem ao Folhaleaks, canal criado pelo jornal para receber informações e documentos.

    O prefeito afirma que a valorização dos preços dos terrenos na região é muito rápida e que a área vale hoje cinco vezes mais do que o valor pago pela empresa austríaca.


    COMPRA E VENDA

    prefeito --seu conhecido desde a década de 90-- a um dos donos do terreno, José Augusto Vereza.

    O representante da Jogasus afirmou que tinha interesse em criar um espaço para logística na área. Segundo Ferreira, ele e Vereza acertaram que o terreno seria vendido por R$ 2,5 milhões. Quando a venda seria registrada, no início de junho, Vereza morreu.


    No fim de junho, a austríaca RHI procurou o prefeito Max Lemos pedindo que indicasse um terreno para instalar sua fábrica. O político indicou o mesmo terreno que havia apontado à Jogasus, cuja compra ainda não havia sido formalizada.


    As negociações começaram antes de a Jogasus se tornar proprietária do terreno.

    As duas partes afirmam, no entanto, que a família Vereza já estava comprometida com a venda e o preço acertado pelo patriarca.

    Representantes dos antigos proprietários negam a informação e dizem que desconheciam a participação da RHI na negociação.

    A primeira venda, para a Jogasus, foi formalizada em 4 de novembro, por R$ 2,5 milhões. Em 9 de novembro, foi feito o repasse à RHI, por R$ 11,7 milhões.

    Em abril de 2011, o terreno foi beneficiado pela ampliação do distrito industrial de Queimados, o que concedeu benefício fiscal à empresa, como isenção de IPTU e redução na alíquota de ICMS.

    A empresa Jogasus, com sede em Duque de Caxias, passou a ter contratos com a prefeitura de Queimados a partir da gestão de Lemos.

    OUTRO LADO

    O prefeito de Queimados, Max Lemos (PMDB), afirmou que apenas apresentou investidores a proprietários de terrenos, sem participar da negociação que gerou lucro de R$ 9,2 milhões à empresa fornecedora do município.

    Segundo Lemos, os terrenos na cidade têm valorizado muito em razão do crescimento do distrito industrial.

    "Se você me perguntar, eu lhe digo: foi um lucro absurdo. Mas é essa valorização que está ocorrendo na cidade. Se a RHI quiser vender hoje, há quem compre por cinco vezes o que ela pagou."

    Ele afirmou que não participou da negociação do terreno. Segundo Lemos, seu único objetivo foi fomentar o desenvolvimento da cidade.

    "Não trato de operação imobiliária. Meu interesse é agilizar os contatos para trazer investimentos para a cidade", disse o prefeito.

    Lemos negou relação entre os contratos que a empresa Jogasus têm com a prefeitura e o lucro na transação. "Ela participa de licitações e faz algumas obras. Não é uma grande fornecedora."

    fonte;http://www1.folha.uol.com.br/poder/987788-negocio-intermediado-por-prefeito-no-rj-tem-lucro-de-r-9-mi-em-5-dias.shtml (O CASTIGO DOS BONS QUE NÃO FAZEM POLITICA É SER GOVERNADOS PELOS MAUS).

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