segunda-feira, 2 de julho de 2012

Justiça solta queimadenses ajudantes de Pai Bruno. Charlatão continua preso.


Pai Bruno na SEAP

Edmar dos Santos Araújo, o pai Bruno da Pombagira, vai ficar na cadeia por mais tempo do que esperava. Na última quinta-feira (28), o desembargador Paulo Rangel, da 3ª Câmara Criminal da capital, negou pedido de liberdade feito pela defesa do religioso, que alegou tratar-se de uma prisão em flagrante preparada.

Na decisão, o desembargador considera que a liberdade de Pai Bruno coloca em risco a paz e a tranquilidade social.

“Trata-se de fatos graves que causaram grande comoção social e abalaram a fé religiosa de diversas pessoas, além de iludi-las, segundo as investigações até então apresentadas. Os pacientes não demonstram temor nem mesmo às entidades espirituais que dizem incorporar, além de colocar em xeque a crença das pessoas na religião umbandista, violando o credo religioso”.

Além de Pai Bruno, a decisão vale para o motoboy Alex Alberto de Souza, que trabalhava para o religioso. Já as irmãs Viviane Duarte de Souza e Luciana Duarte de Souza Reis conseguiram deixar a prisão. As duas atuavam como secretárias de Pai Bruno.

A Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária) divulgou na última segunda-feira (25) uma foto de Pai Bruno com o uniforme da penitenciária.
Também na última segunda-feira, duas irmãs do religioso foram presas na Baixada Fluminense. Segundo a polícia elas faziam parte da quadrilha que é suspeita de praticar estelionato e extorsão. Viviane Duarte de Souza, de 37 anos, foi presa em Nilópolis e Luciana Duarte de Souza, de 42 anos, foi presa em Queimados. 

De acordo com os policias da Delegacia do Leblon (14ª DP), que investigam o caso, a função das irmãs de Edmar era atender ao telefone, extorquindo e ameaçando vítimas de morte. 

Pai Bruno foi preso no início do mês em Nilópolis. Uma pessoa que viu o anúncio do religioso no jornal disse que foi enganada e ameaçada. A vítima chegou a pagar R$ 2.000 ao suspeito e não teve o pedido atendido. Após a prisão do religioso diversas vítimas foram à delegacia prestar queixa contra Edmar.

O MP-RJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro), por intermédio da Promotoria de Justiça, ofereceu denúncia contra Edmar Santos pelos crimes de estelionato, quadrilha e extorsão.

Fonte: R7.com

Um comentário:

  1. A mídia publicar, sem qualquer tipo de critério “preso pai de santo”. Ele era pai de santo mesmo? Então era filho de quem?

    Religiões de matriz africana seguem rígidas hierarquias, onde pais são responsáveis pelos seus filhos. Alguém foi ouvido para confirmar a linhagem desse cidadão?

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