terça-feira, 20 de março de 2012

Após mais de 20 anos sem conclusão, "esqueleto" será demolido

Por: Leandro Machado e Felipe Carvalho
Fontes: Jornal O Dia/Agência Brasil 
Crédito: Alexandre Vieira/Agência O Dia

Construção ficou conhecida como esqueleto, por não
ter sido finalizada

Em 1991, a intenção  era que o Hospital Geral de Queimados fosse a solução na saúde da Baixada Fluminense. Porém, mais de 20 anos depois e mais de 8 milhões de investimentos, o famoso "esqueleto" será lançado ao chão. Isto porque laudos técnicos condenaram a estrutura do prédio de cinco andares e pelo atraso da conclusão das obras, os padrões do projeto já não podem mais ser aproveitados.

Em dezembro do ano passado foi firmado um convênio entre a União e o Governo Federal para o repasse de verbas para, enfim, o início das obras. A Secretaria Estadual de Saude divulgou que o projeto antigo, de exatos 22 anos atrás, sofrerá adaptações e as principais serão nas estruturas do prédio. O novo projeto prevê uma prédio de 8 andares, sete salas cirúrgicas, 56 enfermarias, laboratórios de imunologia, hematologia e bioquímico, salas de ecocardiograma, ultrason, tomografia e ressonância magnética. Além de consultório de fisioterapia e atendimento de medicina nuclear.
O Prefeito Max Lemos ressaltou que tinha que tomar uma decisão para a obra do Hospital não ficar parada por mais tempo. “São 22 anos de abandono, não dá para esperar mais. Adaptar a construção do hospital a edificação já erguida no local sairia muito mais caro. Conseguimos o financiamento com o Sérgio Cortês (Secretário Estadual de Saúde) e com o Padilha (Ministro da saúde) e a EMOP (Empresa de Obras Públicas) já está na demolição cuidando da limpeza e reciclagem do entulho. Estamos com um projeto novo e moderno, que tem um prazo de conclusão de 18 meses, a contar do início da obra”, disse o prefeito.

A obra não terá dinheiro municipal e chega ao valor de 80 milhões, onde serão gastos 55 milhões nas obras e 25 milhões em equipamentos modernos e de última geração. Do total a ser investido, 75% vem dos recursos da União e 25% do estado.
Crédito: Arquivo pessoal
Rogério do Salão prometeu conclusão
das obras em 18 meses e não cumpriu
No dia 20/01/2006, parecia que a novela do “esqueleto” iniciada desde a primeira Gestão, quando Dr. Jorge Pereira era o Prefeito e prolongada nos dois mandatos seguintes geridos pelo também ex-prefeito Azair Ramos, teria um final feliz. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve na cidade de Queimados, num palanque montado pelo ex-prefeito Rogério do Salão para a cerimônia de assinatura de convênios entre o Consórcio Intermunicipal de Saúde da Baixada Fluminense e o Ministério da Saúde. Os convênios previam a liberação de R$ 56 milhões para melhoria do sistema de atendimento médico-hospitalar da região, dos quais R$ 40 milhões iriam para as obras do hospital Geral de Queimados. Na época, Rogério falou que as obras seriam retomadas em maio daquele ano e seriam concluídas em meados de 2007. Porém, os entraves nos documentos do terreno impediram o início da obra e sua gestão terminou só com a placa da obra no local.  
Crédito: Simone Silva/PMQ
O CETHID foi entregue pelo Ministro
da saúde José Gomes Temporão
Em dezembro de 2010, foi inaugurado pela atual gestão o Centro Especializado no Tratamento de Hipertensão e Diabetes (CETHID), que tem capacidade de atender 1.300 pessoas por dia e funciona de segunda à sexta, das 7h às 17h e aos sábados, das 7h às 13h.
A população queimadense espera que a novela, a qual parece não ter fim, tenha um último capítulo feliz, que se reflita na melhora da saúde da Cidade, que se inicia com a construção de um Centro de Emergência e o ambulatório para socorrem as vítimas que hoje recorrem ao hospital da Posse, em Nova Iguaçu. 




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