quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Em ‘déjà vu’, LDU e Flu repetem decisão continental após um ano e cinco meses

Exatamente um ano e cinco meses depois, o Fluminense tem a chance de reescrever a história. No dia 25 de junho de 2008, o Tricolor começava a decidir contra a LDU, no Estádio Casablanca, em Quito, o título da Taça Libertadores da América. Nesta quarta-feira, às 21h50m (de Brasília), o troféu em disputa é o da Copa Sul-Americana, e os brasileiros entram em campo escaldados para que não se repita o trágico placar de 4 a 2, que praticamente decretou a derrota na decisão do ano passado.
Apesar das coincidências e do sentimento de revanche que tomou conta de parte da torcida carioca, o ambiente pacífico que recepcionou o Flu na capital equatoriana joga para longe qualquer clima de guerra para a partida. Até porque são poucos os remanescentes do último encontro com “La Liga”. Do lado brasileiro, apenas Conca inicia a partida, enquanto Norberto Araújo, Calle e Bieler, do rival, remetem o torcedor tricolor à trágica noite de 2 de julho no Maracanã.
O “maior estádio do mundo” será novamente palco de uma decisão continental entre Fluminense e LDU na quarta-feira seguinte, dia 2 de dezembro, e, como sempre acontece em competições organizadas pela Conmebol, o gols marcados fora de casa não terão influência na definição do campeão.

Flu deixa de lado vingança e esquece 2008

Na parte final da volta pelo continente que o Fluminense realizou no último mês, a preocupação é evitar que um clima de revanche agregue mais um problema ao time que já tem desfalques, cansaço e altitude (2.850 metros acima do nível do mar) como obstáculos.

Sem Digão e Maicon, lesionados, Cuca deixou de lado o repouso e trabalhou forte a equipe no último treinamento antes da decisão. O objetivo? Manter o foco do elenco no que acontece dentro de campo e ignorar questões externas.

- Se colocarmos esse sentimento, não vai nos ajudar em nada. Temos que ser conscientes para entendermos a partida. Sentir o clima. O brio tem que existir por estar na final. Contra quem quer que seja – disse.

Elogiado contra o Sport, Cássio segue entre os titulares, enquanto Marquinho, como de costume, substitui Dieguinho na ala esquerda. Diogo, que deixou a partida do último fim de semana sentindo dores no tornozelo esquerdo, está recuperado e vai para o jogo. Diguinho, que não enfrentou o Sport, retorna.

Remanescente da decisão de 2008, Conca admite que encarar a Liga novamente tem um sabor especial, mas nada que se traduza em hostilidade durante o jogo.

- Representa muito voltar. É um orgulho ter a alegria e a oportunidade de jogar mais uma final. São times diferentes, mas o campo é bom de jogar e queremos aproveitar o jogo para repetir tudo que temos feito – afirmou.

Dá última vez em que pisou no Casablanca, o argentino traz na lembrança um belo gol de falta seguido por um primeiro tempo desastroso, que terminou 4 a 1 para os equatorianos. Sem querer falar muito do passado, ele faz do pensamento positivo uma arma.

- Lamentavelmente não conseguimos fazer um bom primeiro tempo. Hoje temos que pensar que vai ser diferente – frisou.



Renovada, LDU aposta na experiência


Nada de Guerrón, Bolaños, Urrutia ou Manso. Os principais nomes da LDU que despachou o Fluminense em 2008 seguiram outros caminhos após a Libertadores. Remanescentes como Vera e Campos, lesionados, não jogam, e o carrasco Cevallos é suplente. Engana-se, porém, quem acredita que a equipe está enfraquecida. Pelo menos é o que garantem os torcedores.
Na ruas de Quito, nomes como os de Bieler, artilheiro da Sul-Americana com oito gols, e Mendez, ídolo da seleção nacional, têm lugar de destaque. O grande sonho da LDU é repetir os feitos de Internacional e Boca e unificar as três competições de clubes do continente – conquistou a Recopa em 2009. Para isso, abriu mão do Campeonato Equatoriano pelo título que começa a decidir nesta quarta.




Por: Felipe Carvalho

Fonte: Globoesporte.com

Nenhum comentário:

Postar um comentário

A Revista Queimados é o maior veículo de comunicação da cidade!!!