terça-feira, 13 de outubro de 2009

Grupo de Zelaya vê fracasso da OEA e aposta na ONU



CIGALPA (Reuters) - Organismos internacionais terão de resolver o conflito político que vive Honduras, asseguraram na segunda-feira pessoas próximas do presidente deposto Manuel Zelaya, que acusa o governo de facto de usar as negociações entre ambas as partes para ganhar tempo.
Representantes do governo de facto e do presidente deposto, em negociações mediadas pela Organização dos Estados Americanos (OEA), concordaram na semana passada que as conversações avançaram em 60 por cento no sentido de superar a crise desatada pelo golpe de 28 de junho.
Mas na segunda-feira, voltou a reinar o pessimismo entre os assessores de Zelaya, na véspera da retomada do diálogo, agora supostamente envolvendo o espinhoso tema da restituição do poder ao presidente deposto.
"Não temos otimismo quanto ao resultado do diálogo", disse à Reuters Rasel Tomé, assessor de Zelaya e coordenador do seu movimento de resistência.
Mas ele afirmou acreditar na pressão internacional sobre o novo governo. "Estamos esperando que as decisões de apoio que tomem a OEA e as Nações Unidas (...) sejam provas comerciais fortes, que deem ao regime poucas horas, que se retire do poder que usurpou."
Depois de ser expulso de Honduras no dia do golpe, Zelaya voltou clandestinamente há três semanas, e desde então está refugiado na embaixada do Brasil, que permanece rodeada por militares e policiais com ordens para prendê-lo. O governo de facto acusa Zelaya de ter violado a Constituição com suas tentativas de disputar um novo mandato.
Vários governos das Américas defendem que Zelaya volte ao poder, mas esse tema continuou pendente depois da primeira rodada de negociações, encerrada na sexta-feira sob mediação da OEA.
O secretário-geral da entidade, José Miguel Insulza, disse à CNN em Espanhol que "circulam ideias sobre os diferentes prazos para o retorno do presidente (...), que vão desde a intransigência completa até a busca de algumas acomodações, de algumas saídas".
O presidente de facto, Roberto Micheletti, mantém sua recusa à restituição de Zelaya -e com tamanha ênfase que surpreendeu uma recente delegação de chanceleres da OEA. Zelaya também diz que não abre mão de voltar ao poder, embora sinalize que aceitaria um governo de unidade nacional, como propõe o presidente da Costa Rica, Oscar Arias, que tentou mediar a crise logo depois do golpe.


Fonte: O Globo Online

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