segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Domínio absoluto


O Brasil levou um susto no terceiro set, mas derrotou a Argentina por 3 a 0, com parciais de 25/16, 25/16 e 25/22, e conquistou seu 16º título no Campeonato Sul-Americano, em Porto Alegre, sem perder uma parcial se quer. O triunfo na 28ª edição do torneio deu à seleção brasileira uma vaga na Copa dos Campeões, em novembro, no Japão. A medalha de bronze ficou com o Peru, que superou a Colômbia por 3 a 1 (25/11, 25/21, 22/25 e 25/14).
Após sagrar-se novamente campeão, o técnico José Roberto Guimarães enalteceu a participação das centrais Carol Gattaz e Adenízia, que - depois de conquistarem o bicampeonato do Final Four, em Bogotá - substituíram as titulares Fabiana, com uma tendinite no ombro direito, e Thaisa, com bursite.
- Foi bom ter visto a atuação delas. Se mostraram muito consistentes. A regra agora permite 14 jogadoras, o que dá a chance de termos duas opções para cada posição. Com isso, a possibilidade delas jogarem é muito maior. Agora vamos para a Copa dos Campeões para adquirirmos mais experiência, já visando o Mundial - disse ele, referindo-se ao campeonato no Japão, em novembro de 2010.

Em 2009, o retrospecto da seleção é perfeito. Seis títulos conquistados em seis torneios disputados. Este ainda foi o oitavo triunfo seguido das meninas do Brasil.
- Mais uma missão cumprida. Conseguimos mais um título e o mais importante: a classificação para a Copa dos Campeões. No Japão, teremos a chance de jogar contra as principais equipes de cada continente - disse José Roberto Guimarães.
Para coroar a participação impecável do Brasil, Fabi sai de Porto Alegre com o prêmio de melhor recepção e de melhor jogadora da competição. A atleta minimizou o título individual e destacou a importância que o Sul-Americano teve para o entrosamento do grupo.
- Não gosto de festejar títulos individuais porque o mais importante é ajudar o grupo a conquistar mais um título. Esta conquista é boa porque além de mantermos a hegemonia da América do Sul, também conquistamos uma vaga na Copa dos Campeões, onde enfrentaremos as melhores seleções do mundo. Esse título também é importante porque este grupo está renovado e começando um novo ciclo, com uma equipe que mescla campeãs olímpicas e jovens atletas – afirmou.
Dani Lins foi considerada a melhor levantadora, e Carol Gattaz a melhor bloqueadora. A Argentina recebeu três prêmios. O melhor saque ficou com Yael Castiglione; e Marianela Robinet foi a melhor jogadora de defesa e a líbero do torneio. A peruana Leyla Chihuan foi premiada como a melhor atacante.

O JOGO
A equipe verde e amarela não teve dificuldades nos primeiro set. Com um bom trabalho de bloqueio, a primeira parte da final foi vencida por 25/16, com Sheilla sendo a maior pontuadora, com seis pontos: quatro de ataque, um de bloqueio e um de saque.
As hermanas chegaram a ficar na frente no início do segundo set (4/3). Mas com outra bela apresentação de Sheilla, que marcou quatro pontos, o Brasil fechou a etapa em 25/16.
No terceiro e decisivo set, as argentinas cresceram e assustaram. A equipe brasileira falhou e as adversárias chegaram à primeira parada técnica com 8/6 no placar. A vantagem permaneceu até o 13º ponto argentino, quando as campeãs olímpicas viraram para 15/13. O time conseguiu manter a vantagem até o final do set, e venceu por 25/22.
Fonte: globoesporte.com

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